Sabemos que a educação financeira não é um privilégio de pessoas afortunadas. O sucesso no lidar com o dinheiro está muito mais ligado ao planejamento e com prioridades do que efetivamente com quanto se ganha. Por isso, não é raro ver profissionais com bons salários e com carreiras consistentes apresentarem problemas nas finanças pessoais.

Nas empresas também não é diferente. Podemos dizer que a educação financeira é o ponto de equilíbrio e essencial para a gestão adequada das finanças de qualquer empresa e, sobretudo, para o sucesso de um negócio. Você deve saber que gerenciar uma empresa é uma tarefa complexa que envolve diversos aspectos, pois todos eles giram em torno de um equilíbrio financeiro para que a atividade sobreviva e cresça.

Na atual situação econômica que o mercado está vivendo, é de suma importância possuir uma gestão financeira eficaz, pois é ela quem dará o suporte para os gestores tomarem decisões assertivas, que irão com o tempo interferir na saúde financeira da organização, lembrando que todo o investimento tem o enfoque de buscar um objetivo chamado retorno financeiro ou “lucro”. 

Mas, a pergunta que fica é a seguinte: é possível aprender educação financeira depois de só ter aprendido a consumir, adquirindo produtos, serviços sem critérios? A resposta é sim! Mas é preciso entender que educação financeira não se trata de matemática e macroeconomia, mas de hábitos e costumes, isto é, mudança de comportamento de como enxergamos e lidamos com o dinheiro.

Imagine um empreendedor que desenvolva um novo produto que se mostra extremamente atrativo para o seu público. Para viabilizar essa empresa, ele decide pegar um empréstimo e realizar um grande investimento. Apesar de fazer sucesso absoluto no mercado, ele nota que não consegue vencer as despesas e quitar o empréstimo, optando por fechar o negócio.

Essa é a realidade de muitos empreendedores que possuem uma boa ideia e um produto de qualidade em mãos. Por outro lado, outras empresas com produtos de qualidade inferior se saem muito bem quando conseguem gerenciar as finanças de forma assertiva.

Por isso, quando falamos sobre a grande competitividade do mercado, é muito comum que os empreendedores pensem em novos produtos, ideias inovadoras e em buscas por diferenciais. Porém, a solução para se dar bem pode estar na gestão efetiva de suas finanças e passa, necessariamente, por uma palavra que muitos conhecem, mas poucos colocam em prática chamada: planejamento.

O planejamento é fundamental para o sucesso de qualquer atividade, e com as finanças não é diferente. Uma empresa sem planejamento financeiro utiliza o dinheiro que entra nos seus caixas sem pensar nas consequências ou levar em conta a situação do mercado.

Você precisa conhecer o mercado em que está inserido e avaliar todos os custos da sua empresa para gerenciar de forma assertiva as finanças. Quando isso acontece, é possível organizar um planejamento que considera as despesas e receitas, a criação de um orçamento e o monitoramento do caixa – permitindo que as melhores decisões sejam tomadas.

Via de regra, utilizamos 2 elementos que constituem um bom planejamento financeiro: planejamento de caixa e planejamento de resultados, onde podemos considerar que existem os planejamentos financeiros de longo prazo (estratégicos) e de curto prazo (operacionais).

No planejamento de caixa, popularmente chamado de fluxo de caixa ou capital de giro, é onde demonstramos as entradas e saídas da empresa, por meio das anotações das necessidades de caixa a curto prazo, geralmente realizado no prazo de um ano, dividido em período menores, já que o número e o tipo de intervalo dependem da natureza do negócio. 

Quanto mais sazonais e incertos forem os fluxos de caixa de uma empresa, maior será os números de intervalos. Como muitas empresas enfrentam um fluxo de caixa sazonal, o orçamento de caixa com muita frequência é apresentado em base mensal.

Já o planejamento de resultados apoia-se nos conceitos de regime de competência para projetar o lucro e a posição financeira geral da empresa. Acionistas, credores e administradores da empresa dão grande atenção às demonstrações projetadas, ou seja, às projeções da demonstração do resultado do exercício e do balanço patrimonial. 

Outro ponto importante dentro do planejamento de qualquer empresa se refere aos investimentos realizados durante um período, requerendo ao administrador muito planejamento e cálculos de viabilidade, já que mesmo uma empresa que está atravessando um ótimo momento no mercado pode colocar tudo a perder quando resolve investir todo o seu dinheiro em um projeto de alto risco.

O mesmo funciona com os empréstimos: é preciso analisar cuidadosamente todos os impactos causados por um empréstimo para evitar que o seu negócio fique refém dos juros e multas. Ou seja, a educação financeira para empreendedores evita que você invista o seu dinheiro ou contraia obrigações que prejudiquem a saúde financeira da empresa.

Portanto, existem várias ferramentas simples e baratas que aperfeiçoam e trazem agilidade quando o assunto é registro e planejamento financeiro. Um método simples e barato são as anotações em agendas, planilhas ou uso de programas com licenças gratuitas e que são disponibilizados na internet. 

E lembre-se: para começar a escalar o seu negócio é preciso dedicar esforços para organizar as finanças da empresa. Quando analisamos os cases de empresas que surgiram como um pequeno negócio e atingiram status de multinacionais, é comum falarmos de inovação, desenvolvimento de produto ou marketing, certo? Entretanto, certamente todos esses exemplos positivos tiveram que passar por uma gestão assertiva em suas finanças, proporcionando o desenvolvimento e sucesso nos negócios.

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